Um ano de Alagunas


Esta carcaça desde então foi torturada Por atroz agonia; E apenas quando eu relatava a minha história Livre dela me via.

Sempre aquela agonia - e sempre em hora incerta Retorna desde então; E enquanto a minha história tétrica não conto, Queima-me o coração.

A Balada do Velho Marinheiro Samuel T. Coleridge

No último domingo de janeiro de 2015, dia 25, foi publicada Lagosta, a Alagunas #1. Lagosta foi nossa edição piloto. Nela apresentamos algumas das principais propostas que fizeram a Revista ser criada. Em seu editorial diz:


Alagunas surge com a busca de um cosmopolitismo, desenraizada de regionalismos que contribuem para a perpetuação de uma cultura, arte, literatura e pensamentos provincianos. Alagunas não é uma revista acadêmica, muito menos de divulgação de velhos ou novos autores, não é um material de entretenimento, nem anseia fazer parte do espetáculo da produção literária.


Um ano depois: Alagunas mantem estas mesmas ideias. Um ano depois: aprendemos muito com a experiência de reunir textos, autores e perspectivas que nem sempre confluem totalmente, mas que, acima das discordâncias, veem a literatura como uma ferramenta para percepção e exposição do Real, veem na literatura uma arma de enfrentar o Real. Um ano depois: Alagunas publicou nas ondas da rede quatro edições (#1: Lagosta; #2: Siamês; #3: Olho; #4: Vela) e mais duas edições da AE (Alagunas Extraordinária) (AE: Crônica da Cidade, por Mácllen Luan; AE: Dezembros, com a curadoria de Patricia Laura Figueiredo). Um ano depois: Alagunas publicou 137 textos (entre poemas, ensaios, contos e uma novela) de 47 autores, ao longo de suas 304 páginas.


Alagunas começa seu segundo ano de publicações buscando manter e, talvez principalmente, aperfeiçoar suas propostas e suas perspectivas. A todos os autores que nos confiaram seus textos e suas lutas, a todos os leitores que acompanham, comentam e compartilham nossas publicações e buscas – nossa gratidão. E a certeza de que há uma infinidade de universos a serem ditos, aos berros ou aos sussurros.


Alagunas está amaldiçoada, assim como o Velho Marinheiro do grande poema de S. T. Coleridge, a vagar ardendo e, sem cessar, expondo o Real. Dia 31 de janeiro de 16 estará no ar o mais novo volume da Revista, Alagunas #5, inaugurando nosso segundo ano de publicações.



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